Camilo Castelo Branco
Publicado: Dom Ago 17, 2008 7:44 pm
Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (Lisboa, 16 de Março de 1825 - São Miguel de Seide, 1º de Junho de 1890) Camilo foi romancista português, além de cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. É autor de uma obra multifacetada. Nela se destaca, como sabemos, a componente novelística, mas estende-se também pelo teatro, jornalismo, ensaios biográficos e históricos, poesia, polémica, crítica literária, além de dezenas de traduções e uma extensa epistolografia. Entre 1851 e 1890, e durante quase 40 anos, escreveu mais de duzentas e sessenta obras, com a média superior a 6 por ano, redigidas à pena, logo sem qualquer ajuda mecânica. Prolífico e fecundo escritor deixa obras de referencia na literatura lusitana. Foi seguramente o primeiro escritor profissional português. Durante quase toda a sua vida ativa assegurou a sua subsistência e a da família, depois de assumida a relação com Ana Plácido, com os seus trabalhos jornalísticos e as novelas que publicava em ritmo frenético: a sua bibliografia ultrapassa muito a centena de títulos, descontada a profusa colaboração espalhada pelos jornais da época.
Apesar de toda essa fecundidade, Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco, não permitiu que a intensa produção prejudicasse a sua beleza idiomática ou mesmo a dimensão do seu vernáculo, transformando-o numa das maiores expressões artísticas e a sua figura num mestre da língua portuguesa. De entre os vários romances, deixou um legado enorme de textos inéditos, comédias, folhetins, poesias, ensaios, prefácios, traduções e cartas, tudo com assinatura própria ou os menos conhecidos pseudónimos tais como: Manoel Coco; Saragoçano; A.E.I.O.U.Y; Árqui-Zero; Anastácio das Lombrigas; Anacleto dos Coentros. Algumas obras: Anátema: Mistérios de Lisboa; A Filha do Arcediago; Livro Negro do Padre Dinis; A Neta do Arcediago; Cenas da Foz; O que fazem mulheres; O Romance de um Homem Rico; Coisas Espantosas; Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado; Propícias; Memórias de Guilherme do Amaral; Carrasco de Victor Hugo José Alves; A Caveira da Mártir; Novelas do Minho; Eusébio Macário; A Corja; A Brasileira de Prazins; Vulcões de Lama. Tendo sido iniciado (Maçom) no Porto, na casa de José Passos, no Oriente da Maçonaria do Norte, talvez em 1846 ou 1847. No seu livro histórico Maria da Fonte - 1885/86.
(Fonte: A. H . de Oliveira Marques, Dicionário de Maçonaria Portuguesa I, col . 294-5.)
Apesar de toda essa fecundidade, Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco, não permitiu que a intensa produção prejudicasse a sua beleza idiomática ou mesmo a dimensão do seu vernáculo, transformando-o numa das maiores expressões artísticas e a sua figura num mestre da língua portuguesa. De entre os vários romances, deixou um legado enorme de textos inéditos, comédias, folhetins, poesias, ensaios, prefácios, traduções e cartas, tudo com assinatura própria ou os menos conhecidos pseudónimos tais como: Manoel Coco; Saragoçano; A.E.I.O.U.Y; Árqui-Zero; Anastácio das Lombrigas; Anacleto dos Coentros. Algumas obras: Anátema: Mistérios de Lisboa; A Filha do Arcediago; Livro Negro do Padre Dinis; A Neta do Arcediago; Cenas da Foz; O que fazem mulheres; O Romance de um Homem Rico; Coisas Espantosas; Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado; Propícias; Memórias de Guilherme do Amaral; Carrasco de Victor Hugo José Alves; A Caveira da Mártir; Novelas do Minho; Eusébio Macário; A Corja; A Brasileira de Prazins; Vulcões de Lama. Tendo sido iniciado (Maçom) no Porto, na casa de José Passos, no Oriente da Maçonaria do Norte, talvez em 1846 ou 1847. No seu livro histórico Maria da Fonte - 1885/86.
(Fonte: A. H . de Oliveira Marques, Dicionário de Maçonaria Portuguesa I, col . 294-5.)

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