Corto Maltés - Fábula de Venecia
Publicado: Sab Mar 22, 2008 4:25 pm
“A Fábula de Veneza”, uma das últimas aventuras de Corto Maltese, 126 páginas que se percorrem assim, sem ver o tempo passar. Segundo os críticos, o traço de Hugo Pratt está ainda mais espontâneo, solto e cheio de movimento, e o estilo ficou mais limpo -- desde que os álbuns passaram a ter edições coloridas, Hugo segurou a mão no pincel negro para que a colorista pudesse ter mais liberdade. Outra qualidade é que, desde o título, a história se assume completamente como fantasia, ao invés desta apenas temperar a aventura.
Dessa vez não há tráfico de armas, guerrilhas em curso ou alguma causa social justa a fazer pano de fundo; Corto Maltese está em Veneza meramente à procura da "Clavícula de Salomão", uma esmeralda que teria sido oferecida pelo rei a Hiram, arquiteto do Templo de Deus, em nome dos bons trabalhos, e na qual estaria gravado o segredo dos tesouros de Salomão e da rainha de Sabá. O problema é que a tal gema passa por judeus, Maçons, árabes muçulmanos, o viajante Ibn Battuta e mais meia dúzia de ocorridos místicos, mágicos e sobrenaturais que compõem o material de que são feitos os sonhos. A história inicia-se com parte da abertura dos trabalhos da “Loja Maçônica Hermes” em sessão do terceiro grau simbólico. Enquanto esbarra nos mais variados tipos -- um idoso tradutor judeu, guardas de rua, maçons encapuzados -- pelas praças, pátios e pontes de Veneza, Corto se mete em brigas, foge de balas e vai, qual Sherlock italiano, coletando as peças do quebra-cabeça que o conduzirá (?) até a pedra preciosa. Deslumbrante.
Dessa vez não há tráfico de armas, guerrilhas em curso ou alguma causa social justa a fazer pano de fundo; Corto Maltese está em Veneza meramente à procura da "Clavícula de Salomão", uma esmeralda que teria sido oferecida pelo rei a Hiram, arquiteto do Templo de Deus, em nome dos bons trabalhos, e na qual estaria gravado o segredo dos tesouros de Salomão e da rainha de Sabá. O problema é que a tal gema passa por judeus, Maçons, árabes muçulmanos, o viajante Ibn Battuta e mais meia dúzia de ocorridos místicos, mágicos e sobrenaturais que compõem o material de que são feitos os sonhos. A história inicia-se com parte da abertura dos trabalhos da “Loja Maçônica Hermes” em sessão do terceiro grau simbólico. Enquanto esbarra nos mais variados tipos -- um idoso tradutor judeu, guardas de rua, maçons encapuzados -- pelas praças, pátios e pontes de Veneza, Corto se mete em brigas, foge de balas e vai, qual Sherlock italiano, coletando as peças do quebra-cabeça que o conduzirá (?) até a pedra preciosa. Deslumbrante.









